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Um mês com o Peugeot 2008: primeiras impressões

Um mês com o Peugeot 2008: primeiras impressões

Avaliação e teste de carro é a minha praia. Durante mais de 50 anos da minha vida profissional, avaliei e testei carros por todo canto do planeta. O desafio sempre foi fazer as avaliações no uso mais comum que se dá à um automóvel. Ir ao supermercado e lotar o porta-malas com as compras, parar no posto de combustível para saber a facilidade ou a dificuldade no reabastecimento, saber se a melhor performance do veículo é com etanol ou gasolina.

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Peugeot 2008 GT – Foto: Lucca Mendonça

Contar ao leitor como é o acesso aos comandos, ou se o banco acomoda bem nas longas viagens. Todas essas informações são importantíssimas para quem busca um carro que possa servir as suas necessidades diárias de conforto, desempenho, consumo, segurança, praticidade diária e até usabilidade propriamente dita.

Diante de tantas variáveis, dificilmente encontraremos um carro perfeito, ideal, que atenda às necessidades de todo mundo. Por isso, quando a Motor Show foi criada em meados de 1994, na época o conselho editorial achou por bem criar uma seção na revista impressa que também pudesse avaliar um carro no dia a dia do motorista normal.

Peugeot 2008 GT – Foto: Lucca Mendonça

Claro, sei que são importantes os números de desempenho, como a aceleração de 0-100 km/h, retomada de velocidade e até a velocidade máxima. Mas sei também que o motorista comum quer saber se as respostas ao comando do acelerador são vivas e brilhantes, ou se a ultrapassagem em uma estrada de mão dupla é segura com determinado modelo. Nesse caso, o teste diário de 30 dias vai mostrar isso ao consumidor. Isso e muito, muito mais.

A seção criada na época foi batizada de “Um mês com…” e depois dos três pontos, vinha o nome do carro que estava sendo avaliada naquele mês. Vários jornalistas da redação da Motor Show utilizavam o carro avaliado no seu dia a dia durante um período e faziam um texto da praticidade ou dificuldade que ele apresentava.

Peugeot 2008 GT
Peugeot 2008 GT – Foto: Lucca Mendonça

Deu saudades, e quis recriar a seção, ainda que de forma um tanto diferente: dentro dessa minha coluna. Escolhi como primeiro candidato o Novo Peugeot 2008, SUV da marca francesa que foi lançado no mercado nacional em agosto de 2024. Fez 1 ano de lançamento agora. Escolhia a versão GT, mais cara, de R$ 174 mil, mas que também oferece a maior quantidade de equipamentos possível.

Peugeot 2008 GT – Foto: Lucca Mendonça

Com o 2008 há pouco mais de 1 semana, já me agradou o bom desempenho e baixo consumo do seu motor 1.0 turboflex, o mesmo que equipa alguns Fiat e Citroën. Tem até 130 cv de potência, mais ou menos o que rendia um 2.0 de quatro cilindros nos anos 2000, e o amplo torque que supera os 20 mkgf, outro número digno de propulsores maiores. Só que tudo isso sendo gerado por um compacto propulsor de três cilindros, inteiro em alumínio, que conta com a ajudinha valiosa de um turbocompressor.

Peugeot 2008 GT – Foto: Lucca Mendonça
Baixo consumo

Com o baixo consumo de combustível do 2008, o bolso agradece. Queimando gasolina, foi possível passar dos 17 km/l na estrada, enquanto o consumo urbano ronda os 12 km/l. O câmbio automático CVT ajuda no processo: é suave e não deixa o motor trabalhar em altos giros. Nem teria o porquê: sua força máxima aparece em baixas rotações.

Peugeot 2008 GT – Foto: Lucca Mendonça

Falaram alto até agora no 2008, também, o conforto e silêncio a bordo. A Peugeot caprichou no nível de isolamento acústico do seu SUV pequeno, a ponto de quase estancar por completo o ruído de operação do 1.0 lá debaixo do capô. Para nossa buraqueira, as suspensões de curso alto e amortecedores macios fazem muito bem o seu trabalho. Não tem nada a ver com os Peugeot de alguns anos atrás…

Peugeot 2008 GT – Foto: Lucca Mendonça
Pegada de hatch

A pegada interna é de hatch. O Novo 2008, inclusive, compartilha quase toda a cabine com o 208, justamente o hatch compacto da Peugeot. A plataforma modular dos dois também é a mesma, a CMP, mas com a distância entre-eixos esticada para 2,61 m. São 2,54 m no 208. Isso se traduz em mais espaço no SUV, bem como um porta-malas de dimensões mais generosas (402 litros).

Peugeot 2008 GT - Foto: Lucca Mendonça

Peugeot 2008 GT - Foto: Lucca Mendonça

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De qualquer forma, ainda restam mais três semanas com o Novo 2008. E, claro, mais surpresas podem surgir, como em qualquer teste de longa duração. Surpresas boas e, claro, não tão boas assim. Veremos…

IstoÉ

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